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 CRIF – 50 anos de Vida

 CRIF – 50 anos de Vida

Há 50 anos, quando começamos a dar os primeiros passos, não tínhamos nada…

A nossa casa era emprestada e pouco tempo depois era-nos tirada com medo das ocupações… Como foi possível começar uma casa sem alicerces?

Éramos um punhado de aventureiros desconhecedores da realidade e da causa!

E a Obra nasceu, cresceu e tornou-se realidade…

Foram muitos os que se entregaram à causa e deram o seu melhor. Por isso não vou nomear nomes para não ser incorreto ou injusto…. Apenas, como sobrevivente, quero agradecer a todos os que acreditaram.

 Volvidos 50 anos, o CRIF acolhe mais uma centena de utentes ou clientes e cerca de 50 Colaboradores. Pela Direção passaram muitos que já cá não estão e outros que deram o seu melhor de forma voluntária e com total desprendimento e entrega.

E hoje, o CRIF é uma casa cheia e com grande competência e ao mesmo tempo uma resposta a uma causa tão necessária e tão nobre.

Ao passar, quase diariamente pela Instituição sinto uma enorme alegria, ao ver a qualidade do trabalho que ali é feito. O número de valências ali exercidas no dia a dia como resposta aos mais diversos casos! Admiro a forma como os nossos colaboradores lidam com realidade que exige muito afeto e muito amor, mas também muita coragem.

     O Lar que está prestes a abrir é mais uma conquista que sempre esteve nos nossos horizontes.

 Constitui mais um desafio, há muito sonhado, e finalmente alcançado e que vai exigir de nós maior entrega,                                      mas também mais uma resposta necessária e que se exigia.

     A minha última palavra vai para os nossos utentes que são a nossa razão de ser e de estarmos ali. Sim, sem eles     não seríamos o que somos e perderíamos muito do que aprendemos a estar na vida. E claro, as suas famílias que confiam a nós, no nosso trabalho e que tanto nos ensinam e nos ajudam na nossa missão…

 Sem esquecermos os que nos apoiam com as verbas necessárias, o Estado, a Câmara, Junta de Freguesia, Santuário e tantos Amigos e Empresas que estão sempre ao nosso lado… o nosso sincero obrigado…

Ao CRIF os nossos parabéns… e a todos O nosso Bem haja!

Em nome da Direção, O Presidente…

 

Créditos da imagem: Município de Ourém

Junho e Julho: celebrar, partilhar e crescer juntos

O verão chegou e, com ele, as férias de alguns utentes e colaboradores. A instituição ganha novas rotinas e, quando os regressos acontecem, sente-se um novo fôlego pelos corredores. Junho ficou marcado por muitas atividades e momentos de animação na nossa instituição.

O Dia da Criança, tal como tem sido habitual, foi organizado pela equipa Socioeducativa. Mesmo com um sol tímido e a necessidade de vestir um casaco, deliciámo-nos com uma taça de gelado guarnecida com diversos toppings e outras guloseimas, que ficaram à disposição de cada freguês. Celebrar a criança que existe dentro de cada um de nós é sempre um momento de grande alegria!

O Santo António também não foi esquecido e, no dia 12 de junho, alguns dos nossos colaboradores prepararam uma bonita surpresa, presenteando-nos com uma marcha cheia de ritmo e cor. E engana-se quem acha que não sabe marchar. Para alguns, foi uma estreia muito bem conseguida!

Maio no CRIF — Um mês cheio de vida, arte e comunidade

Maio no CRIF — Um mês cheio de vida, arte e comunidade

Maio começou da melhor forma, com a participação do CRIF na segunda edição do Festival de Dança Sénior, no dia 5 de maio, organizado pela Fundação Arca da Aliança. Deslocámo-nos com um pequeno grupo de utentes e dançámos coreografias sentados, numa experiência alegre e cheia de energia.

Assistimos ainda a mais uma despedida na Socioeducativa: o Rodrigo fez a sua bênção das fitas, um ritual que marca a transição para uma nova etapa, e seguiu para o CACI. Foi um bonito momento de passagem que ficou guardado no coração de todos.

Estreámos uma nova peça de teatro, O Farmacêutico, com um elenco de luxo: um grupo de dez utentes do CRIF que trabalha três vezes por semana, desenvolvendo competências de expressão dramática, criatividade, improvisação e, sobretudo, capacitação, valorização pessoal e afirmação da própria identidade, com ganhos concretos na autoconfiança e na autoestima.

Psicomotricidade na instituição: olhar de um estagiário

Psicomotricidade na instituição: olhar de um estagiário

Realizar estágio no Centro de Reabilitação e Integração de Fátima (CRIF), mais concretamente com utentes do Centro de Atividades e Capacitação para a Inclusão (CACI), tem sido uma experiência extremamente enriquecedora, tanto a nível profissional como pessoal. Enquanto estagiário de Psicomotricidade, tem permitido crescer, aprender e compreender melhor o impacto real da nossa intervenção no dia a dia dos utentes.

Desde cedo percebi que a Psicomotricidade, neste contexto, desempenha um papel muito importante e vai muito além do trabalho corporal e motor, procura-se promover a comunicação, a expressão emocional, a autonomia e, acima de tudo, o bem-estar de cada utente. Cada sessão é pensada de acordo com as características do grupo e de cada pessoa, respeitando os seus ritmos, interesses e necessidades.

Entre as atividades dinamizadas, o teatro tem assumido um papel de especial destaque. As dramatizações, jogos de faz-de-conta e pequenas representações revelam-se ferramentas muito completas de intervenção psicomotora. Através do teatro, é possível trabalhar a expressão corporal, a criatividade, a comunicação e a interação com os outros. É interessante observar como, dentro de um papel ou de uma personagem, muitos utentes conseguem soltar-se mais, demonstrar emoções e experimentar novas formas de estar e de se relacionar com os outros.

A dança é também uma presença constante nas sessões. Através da música e do movimento, trabalhamos a coordenação, o ritmo e a consciência corporal, mas também a alegria de participar e de se expressar livremente sem julgamentos, sendo possível ver o impacto destes momentos para a disposição diária dos utentes.

As histórias sensoriais surgem permitindo momentos de exploração estímulos através de sons, texturas e objetos, estimulando a atenção e a curiosidade, sempre de forma ajustada às capacidades de cada um.

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